sábado, 23 de agosto de 2008

Minha casa no campo

Eu quero minha casa, minha casa de campo.
Melhor dizendo, ela nem precisa ser no campo. Só quero que ela seja meu canto, onde possa entoar meu pranto.

Quero que ela seja do jeito do coração de uma mãe, simples, pequeno e que sempre tem amor pra dar a mais uma pessoa.

Não quero que ela seja a mais sofisticada das casas, só quero que ela seja a minha casa, o meu lar. Eu quero que ela tenha o meu ar, a minha graça, a minha felicidade.
Minha casa do campo tem que ser assim:
azul da cor do céu...para que nunca possa chover, para que o céu nunca fique escuro;
que ela tenha o telhado marrom, para que possa proteger de qualquer chuva;
eu queria que ela fosse branca, assim pra ficar clarinha a parede;

as janelas da minha casa, essas sim, queria que fossem azuis, da cor do mar, do céu, para que eu pudesse olhar o horizonte, infinito por si só;

queria que ela tivesse uma grama verdinha, assim da cor da bandeira do meu país, sabe?!!
na minha casa tinha que passar um "riozinho", um "riozinho" azul, cheio de peixe e de vida;

queria que nela tivesse um "pé de árvore" sabe?
que tivesse um sol bem amarelinho;
e que o céu, fosse cheio de pássaros bonitos;
e que nessa minha casa...bom acho que não falta mais nada... ah...falta sim, falta a rosinha, pra me encher de felicidade!
Minha rosinha da minha casa, deve ser assim:

a flor mais bonita;

a mais perfumada;
a mais sincera;
a mais feliz;

Quero que minha rosinha cultive o meu jardim, que ela semei alegria em cada canto.
Minha casa, tem que ser a minha casa, o meu espaço, a minha moldura. A moldura dourada, o meu tesouro. Só quero que ela seja assim. Onde possa passar meu tempo, onde possa imaginar, onde possa chorar, sorrir, onde eu possa lembrar de coisas boas, onde possa imaginar saudades de pessoas queridas.
Nela quero pensar em mais uma única coisa, planejar e executar meu futuro.
Nela quero esquecer, o que sou, e ser apenas uma única coisa, arquiteto dos sonhos, dos meus sonhos.

A propósito, essa é a minha casa:







Ps.: Quero pedir desculpas aos poucos leitores desse blog. Acho que esse post não ficou legal, tava muito em dúvida sobre o que escrever. Eu estou com medo de escrever o que deveria, mas vou escrever no próximo post.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

As lágrimas de um vencedor


É notório situações que por mais adversas que se encontrem, você tenta mudar.
Pois é...indagante ou não, escutem só.

Você visualiza algo, e por mais difícil que seja você insiste e persiste. Eu irei chegar lá! Convencionou-se chamar isso de objetivo, é seu. Já dizia um filósofo famoso, " não há nada mais medíocre do que o homem que alcançou seu objetivo". Será?
Tá...então você luta, e vai vencendo etapa a etapa. Vai fazendo daquele sonho parte integrante da sua vida, uma parte que chega a confundir com um aspecto fisiológico. Seu corpo e sua mente já funcionam em prol daquele único desejo, ele desejo lhe consome mais e mais. E o desejo pra chegar "o logo" é tão grande que o nervosismo bate, e pode atrapalhar. Mas continuando...
Aí você já venceu etapas, e mais uma, e mais outra. Percebendo você, cada vez mais, que sua glória está próxima.
Você elimina a possibilidade de erros, os afasta ainda por cima. E protege seu único filho, seu tão sonhado objetivo. As voltas, as curvas, o tempo, parece que estão correndo todos a seu favor, só que às vezes, eles dão a impressão que estão até parados olhando o seu sucesso passar. Eles perceberam que você nunca foi tão perfeito, nunca quis tanto "aquele querer".
E você vai desfilando metro a metro, seu sucesso vai sendo iluminado, e sua vitória gloriosa se a próxima cada vez mais.
Todos comentam sua magnífica caminhada, rumo ao sucesso.
O próximo passo que você decide tomar, é reduzir seus atos, eles antes estavam muito à flor da pele, você acalma-se e vê uma paz e uma tranquilidade, e afirma, agora é só conduzir até o final, para a vitória ser alcançada.
Você está três voltas do fim...melhor a dois passos de concretizar seu sonho, você avista a vitória, vai pegar nela e...um obstáculo do nada lhe derruba.
Repentinamente seu nome é gritado em todas bocas que lá se encontravam.
Seu nome é publicado em todos os jornais, você vira a manchete, o comentário:
UM OBSTÁCULO DERRUBA UM CAMPEÃO, QUE LUTOU DO INÍCIO AO FIM!
"VOCÊ" É LEVANTADO AOS BRAÇOS PELO PÚBLICO, CONSOLANDO-O EM SEUS BRAÇOS!
"VOCÊ" PERDEU A BATALHA, MAS HONROSAMENTE.

PARABÉNS FELIPE MASSA!
VOCÊ JÁ ENTROU PARA A HISTÓRIA DO CIRCUITO DE HUNGRIA, NÃO COMO O PRIMEIRO LUGAR NO PÓDIO, MAS COMO AQUELE QUE VENCEU DO INÍCIO AO FIM, E QUE FOI PERFEITO, NA LARGADA, NAS CURVAS, NO PIT STOP...EM TUDO. INFELIZMENTE, TUDO NÃO COSTUMA ESTÁ EM NOSSAS MÃOS.

SEJA UM FELIPE MASSA VOCÊ TAMBÉM,TENTE NÃO DEIXAR QUE ESSAS FALHAS DO MUNDO ATRAPALHE SUA VIDA, SEJA MAIS UM OBSTÁCULO. E TENTE, MAS TENTE MESMO ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS, POR MAIS QUE SEJA MEDIOCRE. HOJE VOCÊ ALCANÇA UM, DEPOIS MAIS OUTRO E ASSIM, VOCÊ VAI TORNANDO-SE UM GRANDE VENCEDOR.

PARABÉNS!

Homenagem feita a um merecido guerreiro que lutou bravamente em busca de um lugar ao sol, e continua buscando. Pode ter certeza, o dele, será o melhor lugar!

domingo, 27 de julho de 2008

Na multidão...te procurei, e ainda procuro!



No obscuro das sobras daquela multidão...
...fiquei perdido, mas não porque havia me perdido,
perdi-me pois te procurava e jamais te encontrava.
Clamava teu nome ao vento com sussurros, para que o vento polinizasse o nosso amor. Por várias vezes esticava o pescoço, pra ver se conseguia olhar-te, mesmo que fosse seus cabelos, mas desejaria olhar.
Como parado não estava conseguindo te encontrar...resolvi dar voltas. Resolvi procurar-te nos quatro cantos daquele espaço, mas não te encontrava.
Passei então a gritar teu nome, já que o vento não fazia a parte dele, se quisesse te ter pelo menos mais uma vez em meus braços, teria que te procurar, teria que te encontrar, teria que fazer a minha parte. Porém, grande era o barulho que te impedia que ouvisse minha voz de aflito no meio daquela multidão. Mesmo com mais um obstáculo, não desistir de te procurar.
Continuei a rodar naquele mundo que me deixava cada vez mais tonto e mais aflito...
Até que em um certo momento percebi que meus lábios estavam ressecados, meu estômago "grunhia" como um cão faminto, meus pés calejavam e meu corpo sucumbia de cansaço...até que desistir...
Isso foi o final da primeira noite de busca...

Na segunda noite, menti, enganei e driblei diversas situações para que nada pudesse me impedi de te encontrar.
Continuei minha incansável procura por você, mas nada...percorri caminhos difíceis, incertos e inseguros. Andei por ruas escuras, perigosas, à sua procura. Fiquei em cantos, para vê se te encontrava igual a primeira vez, mas nada de você aparecer.
Tudo me levava a crer, que você estaria naquela multidão, naquele espaço a qual todos procuravam, assim minha busca tornava-se mais difícil. Mas nada deixaria eu desistir.
Por diversas vezes dei voltas, falei que estava com amigos, à pessoas estranhas, para que ninguém pudesse me deter, para que ninguém me distraísse do meu objetivo, me desviasse.
Olhava para o relógio, e via as horas passar cada vez mais, e percebia que ficava muito mais tarde.
A noite era testemunha da minha incansável procura, que nunca cessava...e em algum lugar ela também te olhava, só que silenciosa como estava, mediante ao barulho que ecoava das festas, não conseguia lhe falar nada, ou até falava, mas você não conseguia escutar.
Aos poucos a noite sucumbia, e com ela, eu também falecia aos poucos, de cansaço, de angústia, de desespero.
Mesmo assim continuava a procurar-te.
Várias pessoas me olhavam e percebiam em meu pranto, o desespero que me assolava. Entretanto, nenhum poderia me ajudar, só o acaso!
De repente, levantei meu rosto e vi...vi alguém ao longe.
Aproximei-me o mais rápido que pude. E a cada passo minha certeza aumentava, era você...só você. Desviava-me de tudo e de todos, e corria, andava, andava e corria.
Minha dúvida concretizava-me, metro a metro...percebi que entre você e eu tínhamos apenas os segundos como maior barreira, era o que nos separava. Minha busca enfim, havia acabado.
Você estava de costas...e minha ansiedade aumentou, minha mão suava.
Pus minhas mão em seus ombros, e pronunciei seu nome...
Aí você virou pra mim...e percebi...que minha busca não havia terminado, não era você!
Meu chão sumiu, e fiquei sem graça!
Naquele momento precisava bem mais de você do que no início. Não sabia o que fazer...
Encontrei amigos que relutavam que confessasse o que estava acontecendo, o que tinha me feito ficar triste...insistir em falar, só estava a procura de alguém...mas não encontrei!
Restou-me ir pra casa dormir e pensar, pensar no que fazer.

[...]

Hoje quando acordei, vi mais uma forma de tentar te encontrar, te procurar hoje...mas não pela última vez.